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Anthropic lança Claude Fable 5.1 e Mythos 5.1. Mesmo modelo, filtros diferentes

O Fable 5.1 está no ar hoje, no mesmo preço de lista do Fable 5. A releitura de contexto ficou 75% mais barata. O Mythos 5.1 é o mesmo sistema, com menos travas, só para programas de acesso.

Céu azul com lua e nuvens, título Claude Fable 5.1 and Mythos 5.1. Arte oficial do anúncio da Anthropic.

A Anthropic lançou o Claude Fable 5.1 e o Claude Mythos 5.1 em 1º de setembro de 2026. São o mesmo modelo, com filtros de segurança diferentes. O Fable 5.1 é o que chega ao público. O Mythos 5.1 fica em programas de acesso, voltados a cibersegurança e ciências da vida.

A empresa descreve o par como o topo da linha para programação e trabalho de conhecimento. Na oferta pública, o Fable 5.1 entra acima do Opus 5. A própria documentação pede para começar pelo Opus 5 na maior parte das tarefas, e reservar o Fable 5.1 para raciocínio pesado e trabalhos longos, em vários passos.

O que muda em relação ao Fable 5

O Fable 5 saiu em junho. O 5.1 mantém o preço de lista e a janela de 1 milhão de tokens, o limite de texto que entra de uma vez. A Anthropic diz que o modelo segura melhor sessões longas de código, pesquisa em vários passos e trabalho com documento, planilha e apresentação.

Há um controle de esforço: quanto o modelo pode pensar antes de responder. No Claude Code o padrão é alto. No Claude na web, o padrão é médio. Nos gráficos oficiais, o 5.1 em esforço baixo ou médio chega perto do Fable 5 (ou passa), por menos custo.

Os testes oficiais

Os números abaixo são da própria Anthropic e da thread de lançamento, com os filtros de produção ligados. Servem para comparar modelos no laboratório. Não dizem se o 5.1 resolve peça, contrato ou parecer.

Tabela oficial: Fable 5.1 à frente de Fable 5, Opus 5 e GPT-5.6 Sol em sete testes.
Tabela do anúncio de 1º de setembro de 2026. Fonte: Anthropic / @claudeai.

No Terminal-Bench-Science 0.1, um teste de pesquisa científica em terminal, o Fable 5.1 marca 52,6%. O Fable 5 ficou em 24,7%. Opus 5, 29,0%. GPT-5.6 Sol, 22,4%. É o salto mais visível da tabela. No gráfico de custo, o 5.1 em esforço baixo já supera o Fable 5 no esforço máximo, e custa menos.

Fable 5.1 acima do Fable 5 em todos os níveis de esforço no Terminal-Bench-Science 0.1.
Acerto versus custo por tarefa. Cada ponto é um nível de esforço. Fonte: Anthropic / @claudeai.

No Terminal-Bench 4.0, programação em terminal, o Fable 5.1 marca 55,8% e o Mythos 5.1, 60,9%. A empresa explica a diferença: em parte das tarefas, os filtros de cibersegurança do Fable ainda interferem. Com o ajuste desta versão, ela espera que o vão encolha.

Mythos 5.1, Fable 5.1 e Mythos 5 no Terminal-Bench 4.0, por custo e esforço.
Acerto versus custo. A faixa entre Fable e Mythos, segundo a Anthropic, vem dos filtros de cibersegurança. Fonte: Anthropic / @claudeai.

No GDPval-AA v2, trabalho de conhecimento, o Fable 5.1 marca 1.853, à frente do Opus 5 (1.824) e do Fable 5 (1.723). No AutomationBench, fluxos de trabalho em empresa, sobe a 31,4%, contra 17,1% do Fable 5. No CursorBench 3.2.0, 73,4%.

Fable 5.1 acima do Fable 5 no CursorBench 3.2.0, com custo menor em cada nível de esforço.
Acerto versus custo no CursorBench 3.2.0. Fonte: Anthropic / @claudeai.

A Crosby, citada no anúncio, diz que o Fable 5.1 subiu de 47,9 para 57,0 no RedlineBench, um teste interno de revisão de contratos. Continua sendo teste de um fornecedor, não conferência de cláusula em autos.

O preço de lista não caiu. A conta pode cair

Na API, o milhão de tokens de entrada continua US$ 10 e o de saída, US$ 50. Token é o pedaço de texto que a cobrança usa. O que mudou é a releitura de contexto já processado (cache): caiu 75%, para US$ 0,25 por milhão.

A Anthropic estima cerca de 25% a menos em uso típico, e até cerca de 45% em tarefas longas que relêem o mesmo material o tempo todo (código, ferramentas, contexto pesado).

Custo indexado do Fable 5 e do Fable 5.1: cerca de 25% a menos no uso típico e 45% no uso pesado de cache.
Custo relativo, com Fable 5 em 100. Fonte: Anthropic / @claudeai.

Fable e Mythos: o mesmo sistema, regras diferentes

O Fable 5.1 recusa ou desvia pedidos em áreas sensíveis. Quando o filtro dispara, a conversa pode cair no Opus 4.8 ou no Opus 5. A empresa diz que os filtros de cibersegurança agora barram cerca de 60% menos pedidos inofensivos, e que o modelo pode ser usado para achar falha de software, mas não para montar o ataque. Em perguntas básicas de biologia e medicina, o desvio caiu cerca de 85%. Pesquisa de ponta em ciências da vida continua restrita.

O Mythos 5.1 tira parte dessas travas para organizações aprovadas nos programas de acesso, hoje sobretudo nos Estados Unidos. Quem não está no programa usa o Fable.

Dado, marca no texto e onde usar

Os dois modelos entram na regra de retenção de 30 dias, salvo autorização expressa para a Anthropic não guardar o conteúdo. A empresa anunciou o Enterprise Frontier Safeguards: o dado fica na nuvem do cliente, não na da Anthropic. O recurso entra em fases, a partir deste semestre. Até lá, clientes elegíveis podem pedir para o Fable 5.1 não reter o texto.

O texto gerado leva a marca estatística que a Anthropic passou a embutir nos modelos lançados a partir de 2 de agosto de 2026.

Não é só API. O Fable 5.1 entra no seletor de modelos do Claude na web, no app, no desktop e no Claude Code (versão 2.1.250 ou posterior), em qualquer plano pago. No Max e nas vagas premium de Team e Enterprise, o uso entra no limite semanal da assinatura, até a metade desse limite. No Pro e nas vagas padrão de Team, não entra no que a assinatura já inclui: cobra crédito extra no próprio Claude, à parte. A API (nome claude-fable-5-1) é outro canal, cobrado por token, também na AWS, Google Cloud e Microsoft.

Os números desta nota são os do anúncio. Quem for usar, o critério continua o de sempre: conferir fato, citação e cláusula no original.

Fonte: Anúncio oficial Introducing Claude Fable 5.1 and Claude Mythos 5.1 (1º set 2026). Thread Claude. Ficha: Claude Fable 5.1. Planos: suporte Anthropic. Marca no texto: nota da Ponte.IA.