A Anthropic lançou o Claude Fable 5.1 e o Claude Mythos 5.1 em 1º de setembro de 2026. São o mesmo modelo, com filtros de segurança diferentes. O Fable 5.1 é o que chega ao público. O Mythos 5.1 fica em programas de acesso, voltados a cibersegurança e ciências da vida.
A empresa descreve o par como o topo da linha para programação e trabalho de conhecimento. Na oferta pública, o Fable 5.1 entra acima do Opus 5. A própria documentação pede para começar pelo Opus 5 na maior parte das tarefas, e reservar o Fable 5.1 para raciocínio pesado e trabalhos longos, em vários passos.
O que muda em relação ao Fable 5
O Fable 5 saiu em junho. O 5.1 mantém o preço de lista e a janela de 1 milhão de tokens, o limite de texto que entra de uma vez. A Anthropic diz que o modelo segura melhor sessões longas de código, pesquisa em vários passos e trabalho com documento, planilha e apresentação.
Há um controle de esforço: quanto o modelo pode pensar antes de responder. No Claude Code o padrão é alto. No Claude na web, o padrão é médio. Nos gráficos oficiais, o 5.1 em esforço baixo ou médio chega perto do Fable 5 (ou passa), por menos custo.
Os testes oficiais
Os números abaixo são da própria Anthropic e da thread de lançamento, com os filtros de produção ligados. Servem para comparar modelos no laboratório. Não dizem se o 5.1 resolve peça, contrato ou parecer.
No Terminal-Bench-Science 0.1, um teste de pesquisa científica em terminal, o Fable 5.1 marca 52,6%. O Fable 5 ficou em 24,7%. Opus 5, 29,0%. GPT-5.6 Sol, 22,4%. É o salto mais visível da tabela. No gráfico de custo, o 5.1 em esforço baixo já supera o Fable 5 no esforço máximo, e custa menos.
No Terminal-Bench 4.0, programação em terminal, o Fable 5.1 marca 55,8% e o Mythos 5.1, 60,9%. A empresa explica a diferença: em parte das tarefas, os filtros de cibersegurança do Fable ainda interferem. Com o ajuste desta versão, ela espera que o vão encolha.
No GDPval-AA v2, trabalho de conhecimento, o Fable 5.1 marca 1.853, à frente do Opus 5 (1.824) e do Fable 5 (1.723). No AutomationBench, fluxos de trabalho em empresa, sobe a 31,4%, contra 17,1% do Fable 5. No CursorBench 3.2.0, 73,4%.
A Crosby, citada no anúncio, diz que o Fable 5.1 subiu de 47,9 para 57,0 no RedlineBench, um teste interno de revisão de contratos. Continua sendo teste de um fornecedor, não conferência de cláusula em autos.
O preço de lista não caiu. A conta pode cair
Na API, o milhão de tokens de entrada continua US$ 10 e o de saída, US$ 50. Token é o pedaço de texto que a cobrança usa. O que mudou é a releitura de contexto já processado (cache): caiu 75%, para US$ 0,25 por milhão.
A Anthropic estima cerca de 25% a menos em uso típico, e até cerca de 45% em tarefas longas que relêem o mesmo material o tempo todo (código, ferramentas, contexto pesado).
Fable e Mythos: o mesmo sistema, regras diferentes
O Fable 5.1 recusa ou desvia pedidos em áreas sensíveis. Quando o filtro dispara, a conversa pode cair no Opus 4.8 ou no Opus 5. A empresa diz que os filtros de cibersegurança agora barram cerca de 60% menos pedidos inofensivos, e que o modelo pode ser usado para achar falha de software, mas não para montar o ataque. Em perguntas básicas de biologia e medicina, o desvio caiu cerca de 85%. Pesquisa de ponta em ciências da vida continua restrita.
O Mythos 5.1 tira parte dessas travas para organizações aprovadas nos programas de acesso, hoje sobretudo nos Estados Unidos. Quem não está no programa usa o Fable.
Dado, marca no texto e onde usar
Os dois modelos entram na regra de retenção de 30 dias, salvo autorização expressa para a Anthropic não guardar o conteúdo. A empresa anunciou o Enterprise Frontier Safeguards: o dado fica na nuvem do cliente, não na da Anthropic. O recurso entra em fases, a partir deste semestre. Até lá, clientes elegíveis podem pedir para o Fable 5.1 não reter o texto.
O texto gerado leva a marca estatística que a Anthropic passou a embutir nos modelos lançados a partir de 2 de agosto de 2026.
Não é só API. O Fable 5.1 entra no seletor de modelos do Claude na web, no app, no desktop e no Claude Code (versão 2.1.250 ou posterior), em qualquer plano pago. No Max e nas vagas premium de Team e Enterprise, o uso entra no limite semanal da assinatura, até a metade desse limite. No Pro e nas vagas padrão de Team, não entra no que a assinatura já inclui: cobra crédito extra no próprio Claude, à parte. A API (nome claude-fable-5-1) é outro canal, cobrado por token, também na AWS, Google Cloud e Microsoft.
Os números desta nota são os do anúncio. Quem for usar, o critério continua o de sempre: conferir fato, citação e cláusula no original.
Fonte: Anúncio oficial Introducing Claude Fable 5.1 and Claude Mythos 5.1 (1º set 2026). Thread Claude. Ficha: Claude Fable 5.1. Planos: suporte Anthropic. Marca no texto: nota da Ponte.IA.