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Google lança o Gemini Enterprise for Legal, ainda em preview

Pacote da plataforma Gemini Enterprise para departamento jurídico e escritórios. Conecta a sistemas que o time já usa e herda as permissões. O que se sabe, por enquanto, é o que a empresa afirma.

Sala de reunião jurídica vazia à noite, com pasta fechada sobre a mesa e a cidade ao fundo, capa da nota sobre o Gemini Enterprise for Legal.

O Google Cloud lançou nesta terça-feira (25) o Gemini Enterprise for Legal. É um pacote da plataforma Gemini Enterprise feito para departamentos jurídicos e escritórios. O texto oficial é de Thomas Kurian, CEO do Google Cloud, no blog da empresa. No Brasil, o Consultor Jurídico registrou no dia 26.

Não é um chat genérico com um prompt jurídico. A empresa descreve quatro peças juntas: habilidades (skills) com o manual, as regras de citação e o estilo dos escritórios; conexões aos sistemas em que o processo já vive; agentes que executam a tarefa, em vez de só devolver sugestão; e um conjunto de parceiros para adaptar o pacote.

O que entra no pacote

As skills citadas no anúncio cobrem revisão e marcação de contrato, montagem de playbook a partir do arquivo dos escritórios, varredura regulatória, pesquisa, atendimento a pedidos de titular de dados (DSAR), redação de NDA e tarja de trechos para petição em segredo.

As conexões usam MCP, um protocolo para a IA acessar ferramentas externas com controle de acesso. O Google diz que a permissão viaja com o documento: o agente herda o que o usuário já pode ver no iManage, no NetDocuments, no Everlaw ou no Relativity, em vez de receber uma cópia solta da base. Também há pontes para Google Workspace, Microsoft 365, Docusign, Thomson Reuters HighQ e o acervo público do CourtListener.

No mesmo texto aparecem Harvey, Legora e Solve Intelligence como IA jurídica especializada plugada ao Gemini Enterprise. A lista de integradores inclui Accenture, Deloitte e KPMG, entre outros.

Por baixo, a empresa fala em um painel único de governança, isolamento do dado e citações rastreáveis. Afirma ainda que dado do cliente, playbook dos escritórios e saída do modelo ficam privados e não treinam os modelos de fundação do Google.

Quem a empresa cita

O anúncio nomeia Cleary Gottlieb, Freshfields, Weil e Williams & Connolly como escritórios com os quais o Google Cloud diz estar desenvolvendo o produto. As falas publicadas são de sócios desses escritórios, no tom esperado de um texto de lançamento.

O Consultor Jurídico lembra o problema que o anúncio tenta contornar: IA generativa de uso geral que inventa precedente. O Google responde com “grounding” (resposta amarrada a documento da base, com citação). Isso é promessa de produto, não medições de terceiro neste texto.

O que o anúncio não fecha

O produto está em preview. O blog não informa preço, data de disponibilidade geral nem se o pacote já roda com o acervo e os sistemas mais usados no Brasil.

Os escritórios citados são do eixo EUA/Reino Unido. Não há, neste anúncio, caso brasileiro nem lista le tribunais nacionais.

A Ponte.IA volta se sair preço, disponibilidade fora do preview, ou um teste com o produto no nome oficial.

Fonte: Anúncio: Introducing Gemini Enterprise for Legal (Thomas Kurian, Google Cloud, 25 ago 2026). Cobertura: Google lança IA jurídica para empresas e escritórios de advocacia (Consultor Jurídico, 26 ago 2026).