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Pesquisa do CNJ: quase metade dos tribunais já usa IA generativa

Levantamento de 2024 aponta 45,8% de adoção e 178 projetos de IA no Judiciário. Triagem e apoio a peças já são rotina em várias cortes.

Corredor de prédio público com luz natural.

A Pesquisa Inteligência Artificial no Poder Judiciário 2024, do CNJ, mostrou adoção consolidada de ferramentas de IA generativa. Participaram 92 dos 95 tribunais e conselhos. Segundo divulgação institucional, 45,8% já usam essas ferramentas e o levantamento registrou 178 projetos de IA no ano.

Entre os usos citados estão geração e sumarização de textos, tradução, revisão e transcrição. O TRF1, por exemplo, relatou uso de interfaces como Copilot, ChatGPT e Gemini em atividades internas de documento.

Isso se soma a sistemas de triagem e apoio já conhecidos em tribunais superiores e estaduais, como linhas de classificação e identificação de temas. Para o advogado, o ponto prático é acompanhar se o tribunal do caso publica regras de uso, se a ferramenta afeta priorização e se a decisão continua fundamentada no processo concreto.

Quando o andamento parecer alterado por automação de triagem, peça informação pelos canais oficiais do tribunal e preserve o registro da comunicação.

Fonte: TRF1, síntese da Pesquisa IA no Poder Judiciário 2024 (webinário Justiça 4.0, out 2025). Pesquisa com 92 de 95 tribunais e conselhos.