A Pesquisa Inteligência Artificial no Poder Judiciário 2024, do CNJ, mostrou adoção consolidada de ferramentas de IA generativa. Participaram 92 dos 95 tribunais e conselhos. Segundo divulgação institucional, 45,8% já usam essas ferramentas e o levantamento registrou 178 projetos de IA no ano.
Entre os usos citados estão geração e sumarização de textos, tradução, revisão e transcrição. O TRF1, por exemplo, relatou uso de interfaces como Copilot, ChatGPT e Gemini em atividades internas de documento.
Isso se soma a sistemas de triagem e apoio já conhecidos em tribunais superiores e estaduais, como linhas de classificação e identificação de temas. Para o advogado, o ponto prático é acompanhar se o tribunal do caso publica regras de uso, se a ferramenta afeta priorização e se a decisão continua fundamentada no processo concreto.
Quando o andamento parecer alterado por automação de triagem, peça informação pelos canais oficiais do tribunal e preserve o registro da comunicação.
Fonte: TRF1, síntese da Pesquisa IA no Poder Judiciário 2024 (webinário Justiça 4.0, out 2025). Pesquisa com 92 de 95 tribunais e conselhos.